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Tradução de Guia de escrita, por Jordan Peterson

Como escrever um ensaio, a menos que você queira continuar sendo um ignorante e sem substância, aprenda a escrever.

Nota do tradutor: A versão original está no site do Jordan Peterson (clique em Online Exercises e depois clique em Writing Guide). Essa não é uma tradução juramentada chata e tediosa, portanto há adaptações para a melhor compreensão do leitor (o que ainda deveria ser normal em traduções, mas já não o é). Entretanto, não mudei as referências de formatação (então, se você faz faculdade no Brasil, deve saber ABNT). Se quiser, baixe o modelo em Word ou a versão em PDF. Para saber mais de como isso funciona e o motivo da tradução existir, clique aqui.

Como escrever um ensaio

Original por Jordan Peterson

Você pode usar este documento do Word para escrever uma excelente ensaio, do início ao fim, usando um processo de dez passos. Na maioria das vezes, os alunos ou aspirantes a escritores recebem apenas informações básicas sobre como escrever, e a maior parte dessas informações concentra-se nos detalhes da formatação. Esses são detalhes necessários, mas escrever é obviamente muito mais do que a mera formatação de texto. Se você escrever seu ensaio seguindo esse plano, ao concluir todas as etapas, produzirá uma redação que é, pelo menos, muito boa. Você também aprenderá exatamente como escrever um ensaio, o que é algo muito valioso para se aprender.

Para começar a escrever seu ensaio, vá para a próxima parte, para o primeiro passo: introdução.

Passo 1: introdução

O que é um ensaio?

Um ensaio é um texto relativamente curto sobre um assunto em particular. No entanto, a palavra ensaio também significa tentativa, desafio ou experimento. Um ensaio é, portanto, uma pequena peça escrita por alguém que tenta explorar um tópico ou tenta responder a uma pergunta.

Por que se preocupar em escrever um ensaio?

Via de regra, os alunos escrevem ensaios apenas porque são obrigados por um professor. Assim, os alunos passam a acreditar que ensaios são importantes primeiro para demonstrar seus conhecimentos a um professor. Isso é simplesmente, e perigosamente, errado (embora, na prática, a escrita para demonstração de conhecimento possa ser necessária).

A principal razão para escrever um ensaio é para o escritor conseguir formular e organizar um conjunto de idéias bem informadas, coerentes e sofisticadas sobre algo importante.

No que diz respeito a questão, por que é importante se preocupar com o desenvolvimento de ideias sofisticadas? Para começar, porque não há diferença entre fazer isso e pensar. Pensar é importante porque agir baseado no pensamento provavelmente será bem menos doloroso e bem mais produtivo do que a ações baseadas na ignorância. Portanto, se você deseja ter uma vida caracterizada pela competência, produtividade, segurança, originalidade e engajamento, ao invés de uma vida desagradável, bruta e curta, você precisa pensar cuidadosamente sobre questões importantes. Não há melhor maneira de fazer isso do que escrevendo. Isso porque a escrita amplia sua memória, facilita a edição e elucida seus pensamentos.

Você pode escrever mais do que pode se lembrar à primeira vista, assim sua capacidade de considerar várias idéias ao mesmo tempo se amplia. Além disso, uma vez que essas ideias são escritas, você pode movê-las e alterá-las, palavra por palavra, frase por frase e parágrafo por parágrafo. Você também pode rejeitar ideias que pareçam inferiores ao padrão, depois de analisá-las com mais cuidado. Se você rejeitar ideias abaixo do padrão, tudo o que restará serão boas ideias. Você pode mantê-las e usá-las. Assim, você terá ao seu alcance ideias boas e originais; e poderá organizá-las e comunicá-las.

Considere seu sucesso ao longo da vida. Aqui está algo para você pensar: a pessoa que pode formular e comunicar o melhor argumento quase sempre vence. Se você quer um emprego, tem de se valorizar. Se você quer um aumento, você precisa convencer alguém de que você merece. Se você está tentando convencer pessoas da validade de sua ideia, deve debater seus méritos com sucesso, principalmente se houver outras pessoas com outras ideias concorrentes.

Se você aguçar sua capacidade de pensar e se comunicar, como consequência da sua escrita, estará mais bem preparado. A caneta é mais poderosa do que a espada, como diz o ditado. Esse não é um clichê barato. As ideias mudam o mundo, principalmente quando são escritas. Os romanos construíram edifícios, e os romanos e os edifícios se foram. Os judeus escreveram um livro e os judeus ainda estão aqui, e o livro também. Portanto, as palavras podem durar mais do que pedra e ter mais impacto do que impérios inteiros.

Se você aprender a escrever e editar, também será capaz de distinguir entre boas ideias, apresentadas de forma inteligente, e más ideias, despejadas por pensadores obscuros e sem qualificação. Isso significa que você será capaz de separar o joio do trigo (procure). Então, você pode de deixar ser influenciado adequadamente por ideias profundas e sólidas, em vez de cair em modismos, caprichos e ideologias tolas, que podem variar em seu perigo, do trivial ao mortal.

Aqueles que podem pensar e se comunicar são, simplesmente, mais poderosos do que aqueles que não podem, além de poderosos no bom sentido, o que significa “capaz de fazer uma ampla gama de coisas com competência e eficiência”. Além disso, quanto mais você sobe na escada da competência, com seus pensamentos bem formulados, mais importante o pensamento e a comunicação se tornam. No topo das hierarquias mais complexas (direito, medicina, universidades, negócios, teologia, política) nada é mais necessário e valioso. Se você pode pensar e se comunicar, também pode defender a si mesmo, a seus amigos e familiares, quando for necessário, e isso será necessário em vários momentos de sua vida.

Finalmente, é útil notar que sua mente é organizada verbalmente nos níveis mais altos e abstratos. Assim, se você aprender a pensar, por meio da escrita, desenvolverá uma mente bem organizada e eficiente, bem fundamentada e segura. Isso também significa que você será mais saudável, mental e fisicamente, pois a falta de clareza e a ignorância significam estresse desnecessário. O estresse desnecessário faz seu corpo reagir ao que, de outra forma, poderia ser tratado como algo trivial. Isso causa um gasto excessivo de energia e envelhecimento mais rápido (junto com todas as consequências negativas do envelhecimento na saúde).

Então, a menos que você queira continuar sendo um ignorante e sem ter substância, aprenda a escrever (e a pensar, e a se comunicar). Do contrário, aqueles que puderem passarão por cima de você e o jogarão para escanteio. Sua vida será mais difícil, enterrado nas hierarquias de dominação nas quais você inevitavelmente viverá, e envelhecerá rapidamente.

Nunca subestime o poder das palavras. Sem elas ainda estaríamos vivendo em árvores. Portanto, quando você está escrevendo um ensaio, você aproveita todo o poder da cultura para sua vida. É por isso que você escreve um ensaio (mesmo se ele for uma obrigação). Esqueça essa importância e você estará fazendo algo estúpido, trivial e enfadonho. Lembre-se disso e você estará conquistando o desconhecido.

Uma nota sobre tecnologia

Se você é um estudante, ou qualquer outra pessoa que vai escrever muito, então você deve se dar ao direito de ter a tecnologia certa, especialmente agora, quando é virtualmente grátis. Obviamente, você precisa de um computador. Não precisa ser de última geração, embora um SSD seja um bom investimento para velocidade. Menos óbvio, você precisa de duas telas, uma configurada ao lado da outra. Elas não precisam ser maiores que 19" na diagonal. Até monitores de 17" funcionarão bem. Alta resolução é melhor. Você precisa das duas telas para que possa apresentar seu material de referência em uma tela e seu texto (ou mesmo duas versões de sua redação, lado a lado) na outra.

Ter esse espaço visual extra importa. Isso o deixará menos sobrecarregado e mais eficiente. Um bom teclado (como o Teclado Ergonômico Natural da Microsoft) também é um excelente investimento. Os teclados padrão machucam suas mãos se você usá-los continuamente, e quanto menos se fala sobre o teclado de um notebook, melhor. Use um bom mouse também, e não um touchpad, o que requer muitos movimentos meticulosos para alguém que está realmente escrevendo. Configure os teclados de forma que você olhe diretamente para o centro quando estiver sentado ereto. Use uma cadeira decente e sente-se de forma que seus pés possam descansar confortavelmente no chão quando seus joelhos estiverem dobrados em 90 graus. Essas não são questões triviais. Você pode passar horas trabalhando nos seus textos, então terá que criar um espaço de trabalho que não o incomode, ou terá apenas mais um bom motivo para fugir de suas tarefas e atribuições.

Uma nota sobre o aproveitamento do tempo

O cérebro das pessoas funciona melhor de manhã. Levante-se. Coma alguma coisa. Você fica mais inteligente e resiliente depois de dormir e comer de maneira adequada. Existem sólidas pesquisas que demonstram isso. O café sozinho é contraproducente. Coma alguma proteína e alguma gordura. Faça uma vitamina com frutas e iogurte de verdade. Saia e compre um café da manhã simples, se necessário. Coma de qualquer jeito, mas coma. Prepare-se para gastar entre 90 minutos a três horas escrevendo. No entanto, até 15 minutos podem ser aproveitados, principalmente se você fizer isso todos os dias.

Não espere por muito tempo livre para começar. Você nunca terá grandes quantidades de tempo livre em sua vida, então não torne seu sucesso dependente deles (tempo livre não existe). Os escritores mais eficazes escrevem todos os dias, pelo menos um pouco.

Perceba que, quando você se sentar pela primeira vez para escrever, sua mente vai se revoltar. Ela está cheia de outras ideias, todas elas lutarão para dominar você. Você pode estar olhando o Facebook ou Youtube, ou assistindo ou lendo pornografia online, ou limpando a sujeira debaixo da sua cama, ou reorganizando sua coleção de CDs obsoletos, ou mandando mensagens de texto para uma antiga paixão, ou lendo um livro para outro curso, ou recebendo encomendas, ou lavando roupa, ou tirando uma soneca, ou caminhando (porque você precisa do exercício), ou telefonando para um amigo ou para seus pais - a lista é interminável. Cada parte de sua mente que se preocupa com essas coisas tornará urgente tais desejos e tentará distraí-lo. No entanto, esses demônios incômodos podem ser reprimidos com paciência. Se você se recusar a tentação por quinze minutos (25 em um dia realmente ruim), você descobrirá que a urgência na sua mente se acalmará e você será capaz de se concentrar em escrever. Se você fizer isso dia após dia, descobrirá que o poder de tais tentações não diminui, mas a duração de suas tentativas de distraí-lo diminuirá. Você também descobrirá que, mesmo em um dia em que a concentração seja muito difícil, ainda será capaz de escrever de forma produtiva se você se comprometer.

Não se iluda pensando que escreverá por seis horas também. Três é o máximo, especialmente se você quiser escrever dia após dia. Não espere demais para começar a escrever, para que você não precise digitar feito um louco, mas dê um tempo a si mesmo após um bom período de concentração constante. Três horas produtivas são muito melhores do que dez horas de improdutividade auto-enganosa, mesmo na biblioteca.

Passo 2: níveis de resolução

Palavras, frases, parágrafos e mais

Um ensaio, como qualquer texto, existe em vários níveis de resolução ao mesmo tempo. Primeiro vem a seleção da palavra. O segundo nível é a elaboração da frase. Cada palavra deve ser a palavra certa, no local certo, em cada frase. A frase, ela mesma deve apresentar um pensamento, parte da ideia expressa no parágrafo, de forma gramaticalmente correta. Cada frase deve ser devidamente organizada e sequenciada dentro de um parágrafo, o terceiro nível de resolução. Como regra geral, um parágrafo deve ser composto de pelo menos 10 sentenças ou 100 palavras. Isso parece uma regra estúpida, porque é arbitrária. No entanto, você deve deixá-la te guiar, até que você saiba escrever melhor. Você tem pouco direito de quebrar regras até dominá-las.

Aqui está uma pequena história para ilustrar essa ideia, retirada em parte de um documento chamado Codex Bezae.

Cristo está descendo a estrada no sábado, quando os bons judeus daquela época não deviam trabalhar. Na vala, ele vê um pastor tentando resgatar uma ovelha do buraco em que ela caiu. Está muito quente e, claro, a ovelha não ficará bem se passar um dia inteiro sob o sol do deserto. Por outro lado, é o sábado. Cristo olha para o pastor e diz: “Homem, se de fato sabes o que fazes, és bem-aventurado; mas, se não sabes, és maldito e transgressor da lei”. Em seguida, ele segue pela estrada.

A questão é esta: há um dia de descanso por um motivo. Caso contrário, as pessoas trabalhariam o tempo todo. Então, elas ficariam infelizes e exaustas. Elas competiriam umas com o outras até a morte. Portanto, se é hora de todos descansarem, então descanse, e não quebre a regra. No entanto, também não é bom deixar uma ovelha morrer no sol quente quando alguns minutos de trabalho podem salvá-la. Então, se você respeitar a regra e, consciente de sua importância, perceber que ela serve de bastião contra o caos do desconhecido e, ainda assim, você decidir quebrá-la, com cuidado, porque as particularidades das circunstâncias o exigem - bem, então, parabéns para você. Se você for apenas um narcisista descuidado, ignorante e anti-social, tome cuidado. Você quebra a regra por sua própria conta e risco, quer você saiba disso ou não.

As regras existem por uma razão. Você só tem permissão para quebrá-las se for um mestre. Se você não é um mestre, não confunda sua ignorância com criatividade ou estilo. O texto que segue as regras é mais fácil para os leitores, porque eles sabem mais ou menos o que esperar. Portanto, as regras são convenções. Como todas as convenções, às vezes são aquém do ideal. Mas não muito frequentemente. Portanto, para começar a escrever, use as convenções. Por exemplo, tente fazer seus parágrafos com cerca de 10 sentenças ou 100 palavras.

Um parágrafo deve apresentar uma única ideia, usando várias frases. Se você não consegue pensar em 100 palavras para dizer sobre sua ideia, é provável que sua ideia não seja muito boa ou você precise pensar mais a respeito. Se o seu parágrafo estiver divagando por 300 palavras, ou mais, é possível que ele contenha mais de uma ideia e deva ser dividido.

Todos os parágrafos devem ser organizados em uma progressão lógica, do início ao final do ensaio. Este é o quarto nível de resolução. Talvez a etapa mais importante ao escrever um ensaio seja colocar os parágrafos na ordem correta. Cada um deles é um trampolim para o destino final do seu ensaio.

O quinto nível de resolução é o ensaio como um todo. Cada elemento de um ensaio pode estar certo, cada palavra, frase e parágrafo - até mesmo a ordem dos parágrafos - e o ensaio falhar, apenas porque ele não é interessante ou importante. É muito difícil para escritores competentes, mas pouco inspirados, compreender esse tipo de falha, porque um crítico não pode apenas apontar “essa falha”. Não há resposta para a pergunta "exatamente onde cometi um erro?". Tal ensaio simplesmente não é bom. Um ensaio sem originalidade ou criatividade pode cair nesta categoria. Às vezes, uma pessoa criativa, que não é tecnicamente proficiente como escritor, pode cometer o erro oposto: sua escolha de palavras é pobre, suas frases mal construídas e mal organizadas nos parágrafos, e seus parágrafos sem nenhuma relação inteligível entre si - e ainda assim o ensaio como um todo pode ter sucesso, porque há pensamentos valiosos dentro dele, desejando em desespero serem expressos.

Níveis adicionais

Você pode pensar ser impossível existir mais em um ensaio do que esses cinco níveis de resolução ou análise, mas você estaria errado. Isso é algo que foi notado pela primeira vez, talvez, por aqueles estudiosos totalmente repreensíveis e destrutivos conhecidos como pós-modernistas. Um ensaio existe necessariamente dentro de um contexto de interpretação, composto pelo leitor (nível seis) e pela cultura na qual o leitor está inserido (nível sete), que é composta em parte pelas suposições trazidas para o texto. Os níveis seis e sete têm raízes profundas na biologia e na cultura. Você pode pensar “por que preciso saber disso?”. Entretanto, se você não souber isso, você não está considerando seu público, e isso é um erro. Parte do objetivo do ensaio é expressar seu pensamento, mas a outra parte, igualmente importante, é se comunicar com o público.

Para que o ensaio seja bem-sucedido, de maneira brilhante, ele precisa funcionar em todos esses níveis de resolução simultaneamente. Isso é muito difícil, mas o valor do ato de escrever está nessa dificuldade.

Considerações sobre estética e fascinação

Isso não é tudo que precisa ser administrado de forma adequada quando você escreve um ensaio. Você também deve se esforçar para ser breve, isto é, se expressar de modo conciso e eficiente, bem como a beleza, que é o aspecto melódico ou poético de sua linguagem (em todos os níveis exigidos de análise). Finalmente, você não deve estar entediado ou ser tedioso. Se você fica entediado ao escrever, então, o mais importante a saber é: você está fazendo isso errado e também aborrecerá seu leitor. Pense desta forma: você fica entediado por um motivo, e às vezes é por um bom motivo. Você pode ficar entediado ao escrever seu ensaio porque, na verdade, está mentindo demais para si mesmo sobre o que está fazendo e a razão de estar fazendo isso. Sua mente, independente de seu ego, não pode ser enganada para prestar atenção em algo que você considera desinteressante ou inútil. Ele automaticamente considerará tal coisa indigna de atenção e o deixará entediado.

Se você está entediado com sua redação, ou escolheu o tópico errado (um tópico que não faz diferença para você e, no fim das contas, não faz diferença para ninguém), ou você está abordando um bom tópico de uma maneira desleixada. Talvez você esteja ressentido por ter que escrever o ensaio, ou está com medo de sua recepção, ou está preguiçoso, ou ignorante, ou arrogantemente e excessivamente cético, ou algo do tipo.

Você precisa ter o estado de espírito certo para escrever corretamente. Esse estado de espírito é em parte agradável. Você tem que tentar produzir algo com valor, beleza e elegância. Se você acha isso ridículo, então nesse momento você é muito estúpido para escrever corretamente. Você precisa meditar muito e profundamente sobre por que ousaria presumir que valor, beleza e elegância são indignos de sua atenção. Você planeja se contentar com o feio e o rude? Você quer destruir, em vez de construir?

Você deve escolher um tópico que seja importante para você. Isso deve ser formulado como uma pergunta que você deseja responder. Esta é sem dúvida a parte mais difícil de escrever um ensaio: escolher a pergunta certa. Talvez o seu professor tenha lhe fornecido uma lista de tópicos e, como consequência, você pense que se livrou dessa responsabilidade. Você não se livrou não. Você ainda precisa decidir como escrever sobre um desses tópicos de uma maneira que seja atraente para você. É um esforço moral e espiritual.

Se você identificar corretamente algo de seu interesse, então você está alinhado com os níveis mais profundos de sua psique, seu espírito. Mas se esses níveis mais profundos não querem ou não precisam de uma resposta para a pergunta que você fez, provavelmente você não conseguirá se interessar por ela. Portanto, seu interesse é evidência da importância do tema. Você, ou alguma parte de você, precisa da resposta - e essas necessidades poderão ser importantes o suficiente para que a própria vida dependa dessas respostas. Alguém desesperado, por exemplo, pode encontrar a pergunta "por que viver?" de extremo interesse e exigir uma resposta que faça valer a pena suportar o sofrimento da vida. Não é necessário garantir que todas as perguntas ou textos que você fizer tenham a resposta nesse nível de importância, mas você não deve perder seu tempo com ideias que não lhe importem.

Portanto, a atitude adequada é interessada e esteticamente sensível.

Dito tudo isso, aqui está algo para lembrar: o finalizado vence o perfeito. A maioria das pessoas reprova uma aula, uma tarefa ou um projeto de trabalho não porque escrevem mal e obtêm notas baixas, e sim porque não escrevem nada e ganham zeros. Zeros são muito ruins. Eles são os buracos negros dos números. Zeros fazem você falhar. Zeros arruínam sua vida. Ensaios entregues, não importa o quão mal escritos estejam, geralmente podem render pelo menos um 7. Portanto, não seja um idiota autodestrutivo. Entregue algo, independentemente de quão patético você ache que seja (e não importa o quão certo você esteja nesse seu julgamento).

Passo 3: o tópico e a lista de leitura

A questão central que você está tentando responder com o ensaio é o assunto em questão. Aqui estão algumas questões de tópico potencialmente interessantes:

  • O mal existe?

  • Todas as culturas são igualmente dignas de respeito?

  • Como um homem e uma mulher devem tratar um ao outro em um relacionamento?

  • O que torna uma pessoa boa, se é que existe alguma coisa?

Esses são tópicos muito gerais e abstratos. Isso os torna filosóficos. Bons tópicos não precisam ser tão gerais. Aqui estão alguns tópicos bons e mais específicos:

  • Quais foram os principais eventos do governo de Júlio César?

  • Quais são os elementos principais da teoria da evolução de Charles Darwin?

  • “O sol também se levanta”, de Ernest Hemingway, é um livro importante?

  • Como a teoria da psique de Carl Jung e Sigmund Freud pode ser contrastada?

  • Como Newton e Einstein se diferenciam na conceituação de tempo?

  • A recente guerra do Iraque foi justa ou injusta?

Você pode começar o processo de redação de duas maneiras diferentes. Você pode listar os tópicos atribuídos ou listar dez ou mais perguntas que você poderia querer responder (se for obrigado a escolher seu próprio tópico) ou pode começar a criar e definir uma lista de leitura. Se você acha que já pode identificar vários tópicos de interesse em potencial, comece com Tópicos. Se você não tiver certeza, comece a construir sua Lista de Leitura.

ESCOLHA ENTRE TÓPICOS e LISTA DE LEITURA

Tópicos

Coloque-os em forma de pergunta, como nos exemplos acima.

Tópicos
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
8.
9.
10.

Se não puder fazer isso, você terá que fazer mais algumas leituras (o que provavelmente você terá que fazer para completar o ensaio de qualquer maneira) . A propósito, não existe bloqueio de leitor. Se você não consegue escrever, é porque não tem nada a dizer. Você não tem ideias. Em tal situação, não se orgulhe de seu bloqueio de escritor. Leia alguma coisa. Se isso não funcionar, leia outra coisa - talvez algo melhor. Repita até que o problema seja resolvido.

Lista de leitura

Indique aqui o que você deve ou quer ler. Devem ser livros ou artigos, de forma geral. Se você não sabe quais artigos ou livros são apropriados ou úteis, você pode começar com artigos da Wikipédia ou outras fontes enciclopédicas, e olhar suas listas de referência para obter ideias sobre leituras futuras. Essas fontes são boas para começar.

Se você encontrar alguém cujo os textos sejam particularmente interessantes e possuem relação com o assunto, é útil descobrir se esses autores admiram outros autores e leia-os. Você pode fazer isso observando a quem eles se referem no texto de seus escritos ou na bibliografia. Você pode se mover de maneira produtiva pelas inúmeras áreas de aprendizagem dessa maneira.

Suponha que você precise de 5 a 10 livros ou artigos por mil palavras para seu ensaio, a menos que tenha sido instruído de outra forma. Uma página digitada em espaço duplo geralmente contém cerca de 250 palavras. Liste suas fontes agora, mesmo se você tiver que fazer isso mal. Você sempre pode fazer melhor mais tarde.

Lista de Leitura
Leitura 1.Notas: (consulte a próxima seção para “Notas sobre Notas”):
Leitura 2.Notas:
Leitura 3.Notas:
Leitura 4.Notas:
Leitura 5.Notas:
Leitura 6.Notas:
Leitura 7.Notas:
Leitura 8.Notas:
Leitura 9.Notas:
Leitura 10 (repetir se necessário).Notas (repita se necessário):`

Uma nota psicológica e algumas notas sobre notas.

Enquanto você está lendo, veja se consegue perceber algo que chame sua atenção. Isso pode ser algo que você considere importante, ou algo do qual discorde seriamente ou algo sobre o qual queira saber mais. Você precisa prestar muita atenção às suas reações emocionais para fazer isso.

Você também deve fazer algumas anotações. Você pode colocar suas notas abaixo das leituras listadas acima.

Quando estiver fazendo anotações, não faça coisas estúpidas como destacar ou sublinhar frases no livro didático. Não há evidências de que isso funcione para nada, apenas para que você pareça estar trabalhando. O que você precisa fazer é ler para entender. Leia um pouco e depois escreva o que aprendeu ou quaisquer perguntas que surgirem em sua mente. Nunca copie da fonte, palavra por palavra. A parte mais importante de aprender e lembrar é recriar que você leu do seu jeito. Este não é um simples "use suas próprias palavras". Este é um diálogo que você está tendo com os escritores de suas fontes bibliográficas. Esta é a sua tentativa de responder ao autor "isso é o que eu entendo que você está dizendo." É aqui que você extrai a essência da escrita.

Se alguém lhe perguntar sobre o seu dia, você não diz: “Bem, primeiro abri os olhos. Então eu pisquei e os esfreguei. Então coloquei minha perna esquerda no chão e depois a direita…” - você mataria ele de tédio. Em vez disso, você elimina os detalhes extras e se concentra em comunicar o que é importante. Isso é exatamente o que você deve fazer ao fazer algumas anotações durante ou após a leitura (depois é geralmente melhor, com o livro fechado, para que você não seja tentado a copiar a escrita do autor palavra por palavra para que possa se enganar e pensar que você fez algo útil).

Se você achar muito difícil fazer anotações dessa maneira, tente isto: leia um parágrafo, desvie o olhar, e então diga a si mesmo, em voz alta, mesmo em um sussurro (se você estiver em uma biblioteca), “o que o parágrafo significava”. Escute o que você disse e então anote rapidamente.

Faça cerca de duas a três vezes mais notas do que você precisará para sua redação. Você pode pensar que isso é ineficiente, mas não é. Para escrever de forma inteligível sobre algo, ou para falar com inteligência sobre algo, você precisa saber muito mais do que realmente vai comunicar. Isso ajuda você a dominar os níveis seis e sete, descritos anteriormente - o contexto dentro do qual o ensaio deve ser compreendido. A partir dessas notas, você deve ser capaz de achar de 8 a 10 questões de tópicos. Faça isso. Lembre-se de que eles podem ser editados posteriormente. Apenas ponha isso no papel.

Passo 4: o esboço

Neste ponto, você preparou uma lista de tópicos e uma lista de leitura. Agora é hora de escolher um tópico.

INSIRA O TÓPICO AQUI
1.

Aqui está outra regra. Ao escrever seu primeiro rascunho, ele deve ser mais longo do que a versão final. Isso é para que você tenha alguma texto extra para jogar fora. Você quer ter algo para jogar fora após o primeiro rascunho, de modo que só tenha de ficar com o que é bom. Não é mais rápido tentar escrever exatamente quantas palavras você precisa quando se sentar pela primeira vez para escrever. Tentar fazer isso apenas te torna consciente demais do que está escrevendo e essa preocupação vai atrasá-lo. Procure produzir um primeiro rascunho 25% mais longo do que o rascunho final deve ser. Se o seu trabalho final tiver 1000 palavras, escreva 1250 palavras.

Agora especifique a extensão do seu ensaio.

Extensão do Ensaio (adicione 25% aos tamanhos abaixo)
PALAVRAS:
PÁGINAS:

Agora você tem que fazer um esboço. Esta é a parte mais difícil de escrever um ensaio e não é opcional. O esboço de um ensaio é como o esqueleto de um corpo. Ele fornece sua forma e sua estrutura fundamental. Além disso, o esboço é basicamente o argumento (com as próprias sentenças e palavras que servem a esse argumento).

Um ensaio de mil palavras requer um esboço de dez frases. No entanto, o esboço fundamental de um ensaio não deve ultrapassar quinze frases, mesmo que o ensaio tenha milhares de palavras, ou mais. Isso ocorre porque é difícil manter sua concentração em um argumento maior do que esse comprimento, de uma vez só, para que você possa avaliar a qualidade da estrutura. Portanto, escreva um esboço de dez a quinze frases do seu ensaio e, se for mais longo do que mil palavras, faça esboços adicionais para cada frase do esboço principal. Aqui está um exemplo de um bom esboço simples:

  • Tópico: Quem foi Abraham Lincoln?

  • Por que Abraham Lincoln é digno de ser lembrado?

  • Quais foram os eventos principais da sua infância?

  • E da sua adolescência?

  • E da sua juventude adulta?

  • Como ele entrou na política?

  • Quais foram seus principais desafios?

  • Quais foram as principais questões políticas e econômicas da sua época?

  • Quem eram seus inimigos?

  • Como ele lidou com eles?

  • Quais foram suas principais realizações?

  • Como ele morreu?

Aqui está um exemplo de um bom esboço mais longo (para um ensaio de três mil palavras):

  • Tópico: O que é capitalismo?

  • Como o capitalismo foi definido?

    • Autor 1

    • Autor 2

    • Autor 3

  • Onde e quando o capitalismo se desenvolveu?

    • País 1

    • País 2

  • Como o capitalismo se desenvolveu nos primeiros 50 anos após sua origem?

    • Como o capitalismo se desenvolveu depois dos primeiros 50 anos após sua origem?

    • (Repita conforme necessário)

  • Precursores históricos?

    • (escolha quantos séculos forem necessários)
  • Vantagens do capitalismo?

    • Geração de riqueza

    • Avanço tecnológico

    • Liberdade pessoal

  • Desvantagens do capitalismo?

    • Distribuição desigual

    • Poluição e outros custos externalizados

  • Alternativas ao capitalismo?

    • Fascismo

    • Comunismo

  • Consequências dessas alternativas?

  • Desenvolvimentos futuros possíveis?

  • Conclusão

Cuidado com a tendência de escrever introduções e conclusões banais, repetitivas e clichês. Muitas vezes é útil escrever uma introdução genérica (qual é o propósito deste ensaio? Como isso vai se desenvolver?) e uma conclusão genérica (como este ensaio foi feito? Qual era o seu propósito?), mas isso deveria ser descartado depois. Escreva seu esboço aqui. Tente uma frase de esboço para cada 100 palavras do ensaio. Você pode adicionar subdivisões, como no exemplo referente ao capitalismo, acima.

Escreva o esboço aqui:

Esboço
1. Esboço da frase 1:
2. Esboço da frase 2:
3. Esboço da frase 3:
4. Esboço da frase 4:
5. Esboço da frase 5:
6. Esboço da frase 6:
7. Esboço da frase 7:
8. Esboço da frase 8:
9. Esboço da frase 9:
10. Esboço da frase 10 (repita se necessário):

Passo 5: parágrafos

Então, agora você tem seu esboço. Copie aqui:

ESBOÇO COPIADO AQUI

Agora, escreva de dez a quinze sentenças por frase no esboço para completar seu parágrafo. Você pode achar útil adicionar subdivisões adicionais ao seu esboço e trabalhar para frente e para trás no esboço e as frases, editando ambos. Use suas anotações também. Use espaçamento simples neste ponto, para que você possa ver mais coisas escritas no papel de uma vez. Você irá formatar direito seu ensaio mais tarde.

Não se preocupe muito com a qualidade do você escreve neste momento. Também é melhor, neste momento, não se preocupar muito com as sutilezas da estrutura das frases e da gramática. É melhor deixar isso para a segunda etapa principal, que é a edição. Você deve pensar no processo de redação de um ensaio como uma dupla. O primeiro passo é o primeiro rascunho, que pode ser relativamente rápido e feio. Para o primeiro rascunho, você pode usar suas notas extensivamente e fazer um esboço do ensaio. Se você ficar preso em qualquer parte, basta passar para a próxima frase de esboço. Você sempre pode voltar.

O segundo passo é a edição. A produção (a primeira etapa principal) e a edição (a segunda) são funções diferentes e devem ser tratadas dessa forma. Isso ocorre porque cada um interfere no outro. O objetivo da produção é produzir. A função da edição é reduzir e organizar. Se você tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo, a edição atrapalha a produção. Não será mais rápido combinar os dois, nem melhor: com certeza será frustrante.

Aqui está um exemplo de escrita associada a uma pergunta no esboço: (nota: os locais onde as referências são necessárias são indicados como (REFERÊNCIA, 19XX). Como formatar essas referências será discutido mais tarde.

Pergunta de esboço: Como o capitalismo foi definido?

Algo tão complexo como o capitalismo não pode ser facilmente definido. Cada um dos diferentes autores ofereceu sua opinião. Pensadores liberais ou conservadores enfatizam a importância da propriedade privada e dos direitos de propriedade que acompanham essa propriedade como chave para o capitalismo (REFERÊNCIA, 19XX). Essa propriedade privada (incluindo bens valiosos e os meios pelos quais são produzidos) pode ser comercializada, livremente, com outros proprietários, em um mercado onde o preço é definido pela demanda pública, e não por qualquer agência central. Os pensadores liberais e conservadores enfatizam a eficiência da produção, bem como a qualidade, e consideram o lucro o motivo da eficiência. Eles acreditam que o custo mais baixo é uma característica desejável da produção e que a concorrência leal ajuda a garantir preços desejavelmente mais baixos.

Demorou dois parágrafos para começar a abordar a primeira frase de esboço. Observe que o ensaio começa sem se referir a si mesmo. É bom dizer ao leitor sobre o que será o ensaio e como o tópico será abordado do que perambular estupidamente no início de um ensaio, mas ainda melhor é chamar a atenção do leitor imediatamente, sem rodeios.

Depois de completar dez a quinze frases para cada título do esboço, você terá terminado seu primeiro rascunho. Agora é hora de passar para a edição.

Passo 6: editando e organizando as sentenças dentro dos parágrafos.

Copie o primeiro parágrafo do seu primeiro rascunho aqui:

Parágrafo 1:

Agora, coloque cada frase em sua própria linha, para que fique assim (este exemplo é retirado do primeiro parágrafo sobre o capitalismo, acima):

Algo tão complexo como o capitalismo não pode ser facilmente definido. Cada um dos diferentes autores ofereceu sua opinião. Pensadores liberais ou conservadores enfatizam a importância da propriedade privada e dos direitos de propriedade que acompanham essa propriedade como chave para o capitalismo (REFERÊNCIA, 19XX). Essa propriedade privada (incluindo bens valiosos e os meios pelos quais são produzidos) pode ser comercializada, livremente, com outros proprietários, em um mercado onde o preço é definido pela demanda pública, e não por qualquer agência central. Os pensadores liberais e conservadores enfatizam a eficiência da produção, bem como a qualidade, e consideram o lucro o motivo da eficiência. Eles acreditam que o custo mais baixo é uma característica desejável da produção e que a concorrência leal ajuda a garantir preços desejavelmente mais baixos.

Agora, escreva outra versão de cada frase, abaixo de cada frase, assim:

Os pensadores liberais e conservadores enfatizam a eficiência da produção, bem como a qualidade, e consideram o lucro o motivo da eficiência.Pensadores liberais e conservadores enfatizam a importância da qualidade e da eficiência e os vêem como devidamente recompensados pelo lucro.

Neste exemplo, o significado da frase foi ligeiramente alterado durante a reescrita. Pode ser que a segunda frase flua melhor do que a primeira e também seja mais precisa e significativa. Veja se você consegue deixar cada frase que escreveu melhor, de maneira semelhante:

  • Melhor significa mais curto e mais simples (já que todas as palavras desnecessárias devem ser eliminadas). Não há outra coisa que um escritor novato possa fazer para melhorar sua escrita mais rapidamente do que escrever frases muito curtas. Veja se você pode cortar o comprimento de cada frase em 15-25%. Lembre-se que, antes, você tentou tornar seu ensaio mais longo do que o necessário. Aqui você pode começar a limpar.

  • Melhor significa que cada palavra é precisa e exatamente a palavra certa. Não fique tentado a usar nenhuma palavra que você se sinta desconfortável em uma conversa normal. Frequentemente, novos escritores tentam impressionar seus leitores com seu vocabulário. Isso geralmente sai pela culatra quando são usadas palavras que são tecnicamente corretas, mas cuja conotação não é; ou que são inadequadas no contexto da frase, parágrafo ou ensaio completo. Um escritor de verdade identificará essas falhas imediatamente e as verá como são: formas de camuflagem e engano. Escreva de forma clara e no nível de vocabulário que você domina (talvez com um pouco de ousadia, para produzir algo melhor).

Leia cada frase em voz alta e escute como ela soa. Se for estranho, veja se você pode dizer a mesma coisa de uma maneira diferente e melhor. Escute o que você disse e anote. Reescreva cada frase. Depois de fazer isso com todas as frases, leia as versões antigas e as novas, então substitua a antiga pela nova se a nova for melhor. Em seguida, copie o novo parágrafo aqui:

Repita para cada parágrafo:
Novo parágrafo 1:
Novo parágrafo 2:
Novo parágrafo 3:
Novo parágrafo 4:
Novo parágrafo 5 (etc.):

Agora você vai tentar melhorar cada um desses parágrafos. Copie-os novamente aqui, inalterados (você está fazendo isso para poder comparar facilmente os parágrafos melhorados com os originais, para ter certeza de que estão realmente melhores, antes de mantê-los):

Cópia de cada parágrafo:
Novo parágrafo 1 (cópia):
Novo parágrafo 2 (cópia):
Novo parágrafo 3 (cópia):
Novo parágrafo 4 (cópia):
Novo parágrafo 5 (cópia) (etc.):

Comece com o parágrafo 1. Divida-o em frases simples, como você fez antes. Agora analise se as frases estão na melhor ordem possível, dentro de cada parágrafo. Arraste e solte-os ou corte e cole-os em uma ordem melhor.

Você também pode eliminar frases que não são mais necessárias. Quando você estiver satisfeito com o primeiro parágrafo (o que significa que as frases são necessárias, curtas e contundentes e na ordem correta), vá para o próximo parágrafo e faça a mesma coisa.

Passo 7: reordenando os parágrafos

Agora, copie todos os novos parágrafos melhorados que você editou aqui:

Novos parágrafos melhorados
Novo parágrafo melhorado 1:
Novo parágrafo melhorado 2:
Novo parágrafo melhorado 3:
Novo parágrafo melhorado 4:
Novo parágrafo melhorado 5 (etc .):

Agora você vai tentar melhorar a ordem desses parágrafos novos e aprimorados. Copie-os aqui, novamente, inalterados.

Melhorar a ordem dos parágrafos melhorados
Novo parágrafo melhorado 1:
Novo parágrafo melhorado 2:
Novo parágrafo melhorado 3:
Novo parágrafo melhorado 4:
Novo parágrafo melhorado 5 (etc .):

Agora olhe para a ordem dos próprios parágrafos (como você acabou de fazer com as sentenças dentro de cada parágrafo). Pode ser que agora, no processo de edição, você descubra que a ordem dos sub-tópicos em seu esboço original não é mais apropriada e que alguma reordenação desses sub-tópicos é necessária. Portanto, mova o novo parágrafo melhorado (cópias) acima, até que eles sejam ordenados de forma mais apropriada do que estavam.

Passo 8: gerando um novo esboço

Então, agora você deve ter produzido um segundo esboço bem decente. Você identificou as fontes apropriadas, escreveu as notas adequadas, esboçou seu argumento, esboçou um primeiro rascunho (parágrafo por parágrafo), reescreveu suas frases para torná-las mais elegantes e reordenou essas frases, bem como os próprios parágrafos. Isso é muito mais longe do que a maioria dos escritores jamais chegará. Você pode até pensar que acabou - mas não acabou.

A próxima etapa o levará de uma dissertação “B” para uma dissertação “A”. Pode até ajudá-lo a escrever algo melhor do que você jamais produziu (melhor significa mais rico em informações, preciso, coerente, elegante e bonito). Copie o que você escreveu até agora aqui:

ENSAIO COMPLETO AQUI:

Leia-o atentamente. Depois, continue para a próxima parte.

Esta parte do processo provavelmente parecerá desnecessária ou chata, ou ambos, mas você não sabe de nada. Este é o passo que separa os homens dos meninos, ou as mulheres dos meninos, ou os homens das meninas, ou seja qual for a versão deste ditado que seja aceitavelmente não-sexista e politicamente correta.

Você acabou de ler seu ensaio. Tente agora escrever um novo esboço de dez a quinze frases. Não olhe para sue ensaio enquanto estiver fazendo isso. Se for necessário, volte e releia tudo e depois volte a esta página, só não olhe para o seu antigo ensaio enquanto estiver reescrevendo o esboço. Se você se forçar a reconstruir seu argumento a partir da memória, provavelmente o melhorará. Geralmente, quando você se lembra de algo, você o simplifica, enquanto retém a maior parte do que é importante. Assim, sua memória pode servir de filtro, retirando o que é inútil e preservando e organizando o que é vital. O que você está fazendo agora é destilar o que escreveu em sua essência.

Escreva um novo esboço aqui:

Novo esboço
1. Novo esboço da frase 1:
1. Novo esboço da frase 2:
1. Novo esboço da frase 3:
1. Novo esboço da frase 4:
1. Novo esboço da frase 5:
1. Novo esboço da frase 6:
1. Novo esboço da frase 7:
1. Novo esboço da frase 8:
1. Novo esboço da frase 9:
10. Novo esboço da frase 10 (repita se necessário):

Agora que você tem um novo esboço, pode recortar e colar o material de seu ensaio anterior. Para fazer isso, abra um novo documento do Word ao lado deste. Em seguida, corte e cole o novo esboço que você escreveu no novo documento do Word. Volte ao documento original e role para cima até o ensaio completo e reordenado que você copiou e colou no passo 8, acima. Em seguida, corte e cole dessa versão do ensaio reordenado no seu novo esboço feito de memória.

Você pode descobrir que não precisa de tudo o que escreveu antes. Não tenha medo de jogar fora o material desnecessário. Você está tentando se livrar do que está abaixo do padrão e deixar apenas o que é necessário.

Assim que terminar de recortar e colar o material antigo no novo esboço, copie esse novo ensaio e cole-o em um novo documento do Word. Esse será seu ensaio final. Não se esqueça de colocar uma página de título nele.

COLOQUE O ENSAIO RECÉM ESBOÇADO AQUI:

Passo 9: repetir

Agora você tem um terceiro rascunho, e provavelmente é muito bom. Se você realmente deseja avançar para o próximo nível, pode repetir o processo de reescrever e reordenar frases, bem como reescrever e reordenar os parágrafos. Frequentemente, é uma boa ideia esperar alguns dias para fazer isso, de modo que você possa ver o que produziu com novos olhos. Então você poderá ver o que escreveu, em vez de ver o que pensa que escreveu (o que é o caso quando você tenta editar imediatamente após a produção).

Você não terminou de verdade até que não possa mais editar nada para que seu ensaio melhore. Geralmente, você pode dizer se isso aconteceu quando tentar reescrever uma frase (ou um parágrafo) e não tiver certeza de que a nova versão é melhor em relação à original.

Passo 10: referências e bibliografia

Quando você escreve uma frase que contém algo que deve ser um fato ou pelo menos uma opinião informada, e você a pegou isso de algo que leu, então você deve se referir a essa fonte. Caso contrário, seguindo a convenção, as pessoas podem acusá-lo de plágio, que é uma forma de roubo (de propriedade intelectual). Há um grande número de convenções que você pode seguir para estruturar adequadamente suas referências e bibliografia (que é uma lista de livros e artigos que você leu para obter informações gerais relevantes, mas das quais você pode não ter extraído quaisquer ideias específicas o suficiente para exigir uma referência).

As convenções da American Psychological Association (APA) são comumente usadas por redatores. Esta convenção geralmente requer o uso dos sobrenomes dos autores da fonte entre parênteses após a frase que requer uma referência. Por exemplo:

É necessário adicionar uma referência após uma frase contendo uma opinião que não seja a sua, ou um fato que você adquiriu de alguma fonte de material (Peterson, 2014).

Essa frase também poderia ser construída assim:

Peterson (2014) afirma que é necessário adicionar uma referência após uma frase contendo uma opinião que não é sua, ou um fato que você adquiriu de alguma fonte de material.

Existem também muitas convenções que abrangem o uso de uma citação direta, que devem ser seguidas quando você cita alguém diretamente, em vez de parafraseá-la. Aqui está um exemplo, adicionando o número específico (fictício) da página que contém o material citado no manuscrito original:

Peterson (2014, p. 19) afirma que “as convenções da American Psychological Association (APA) são comumente usadas por ensaio escritoras."

Na bibliografia, ao final do ensaio, o artigo de Peterson pode ser listado, conforme segue (esta é uma referência fictícia):

Peterson, J.B. (2014). Redação de ensaios para escritores. Journal of Essay Writing, 01, 15-24.

Diferentes convenções são válidas para diferentes tipos de material de origem, como páginas da web, livros e artigos. Todos os detalhes sobre o estilo APA podem ser encontrados em http://www.apastyle.org/

Seu professor pode ter recomendado, ou exigido, o uso de um conjunto diferente de convenções. Informações sobre outras técnicas e regras podem ser encontradas em http://www.easybib.com/reference/guide/mla/general.

É necessário dominar pelo menos uma convenção. As regras são meticulosas e irritantes. No entanto, elas são necessárias para que os leitores saibam o que os escritores estão fazendo. Além disso, você só precisa aprendê-los uma vez, então diminua os riscos e faça isso.

Copie seu ensaio aqui novamente.

Adicione referências onde forem necessárias. Em seguida, adicione sua bibliografia no final de seu ensaio. Certifique-se de construir ambos de acordo com a convenção APA ou algum outro conjunto de regras.

Seu ensaio concluído

Agora seu ensaio está concluído. Agora você precisa copiá-lo em um novo documento do Word e formatá-lo corretamente.

Isso geralmente significa espaçamento duplo, com uma página de título, com um recuo de tabulação de cinco espaços no início de cada parágrafo. Se você deseja adicionar legendas ou cabeçalhos de seção, seu uso é discutido em detalhes em https://owl.english.purdue.edu/owl/resource/560/01/ . Informações adicionais úteis para estilo, incluindo exemplos, podem ser encontradas em http://bit.ly/ZC5eFV . Um vídeo discutindo esses assuntos está disponível em http://bit.ly/ZpX1nR .

Se você chegou até aqui, bom trabalho. Se você escrever várias ensaios usando esse processo, descobrirá que seu pensamento se tornará mais rico e claro, assim como sua conversa. Não há nada mais vital do que adquirir conhecimento, e não há nada mais vital do que conhecimento para o seu futuro e para o futuro daqueles ao seu redor.

Boa sorte com sua mente recém-organizada e renovada.

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